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segunda-feira, 6 de abril de 2009

Doenças

Que é AIDS?
Doença grave, contagiosa e fatal, que se manifesta pelo desaparecimento da imunidade natural do corpo humano. A AIDS é transmitida por via sexual ou sanguínea.

Histórico
A AIDS foi detectada pela primeira vez nos Estados Unidos, em 1981. No inicio atingia principalmente grupos homossexuais, usuários de drogas injetáveis e pessoas que faziam transfusão de sangue, em especial hemofílicos.

A principal hipótese de origem do vírus da AIDS é que ele tenha sua origem em um animal. O primeiro caso da doença teria surgido na África Central , como resultado de uma mutação, desencadeada por via indireta de outro vírus, não patológico identificado em certo tipo de macaco africano, o macaco verde (Cercopithecus aethiops). O vírus teria partido da África e via Haiti atingido os Estados Unidos, Europa e outros continentes. Chegou ao Brasil por volta de 1980-82.

O vírus da AIDS foi isolado pela primeira vez em 1983, por Luc Montagnier, do Instituto Pasteur, de Paris e depois por Robert C. Gallo do Control Desease Center, dos EUA. O Human Hmunodeficiency vírus ou HIV, como foi designado o vírus da AIDS é um vírus mutante. O vírus encontra-se presente nos fluidos orgânicos, de quem está contaminado.

Como Age o Virus da AIDS
O HIV destrói certos tipos de glóbulos brancos, diminuindo a capacidade de defesa do organismo. Qualquer doença infecciosa pode então entrar no organismo e se instalar facilmente. Isso favorece o aparecimento de doenças oportunistas que se aproveitam da debilidade do organismo, bem como lesões cancerosas, em esperial o sarcoma de Kaposi.

Embora a AIDS seja comumente chamada de doença, na verdade trata-se de uma síndrome. A palavra síndrome caracteriza o conjunto de sinais e de sintomas que podem ser produzidas por mais de uma causa. O organismo do aidético fica incapaz de se defender de infecções (pneumonia, incefalite, etc.). A pessoa acaba morrendo de uma ou mais infecções que o organismo não consegue combater.

Como se pega AIDS
A AIDS pode passar de uma pessoa para outra:

  • nas relações sexuais com pessoas contaminadas;
  • pelo uso de seringas e agulhas contaminadas.
  • por meio de transfusão de sangue contaminado;
  • da mãe contaminada para o filho, durante a gestação, parto ou pelo aleitamento materno.
  • pelo transplante de órgãos contaminados.
  • pela inseminação artificial com sêmen contaminado.
  • a partir de instrumentos médicos e/ou odontológicos ou similares contaminados.
  • pelo compartilhamento de escova-de-dentes em situações de sangramentos, em que o sangue esteja contaminado
  • ao se fazer tatuagem e/ou acupuntura, com instrumentos contaminados.

Como não se pega AIDS
Não se pega AIDS:
  • dando abraços, fazendo carícias ou dando aperto de mão;
  • fazendo uso de vasos sanitários, copos, talheres, roupas ou sabonetes;
  • por saliva, suor ou lágrima;
  • por picadas de mosquito, pulgas, piolhos, percevejos o outros insetos
  • em praia, rio ou piscina
  • em assento do ônibus, metro, estádios de futebol, hospitais, escolas, igrejas ou parques.
  • por ingestão de comidas e alimentos;
  • ao se fazer doação de sangue com material descartável.

Medidas preventivas:
Medidas preventivas para s evitar a AIDS:
  • uso de preservativos nas relações sexuais
  • redução do número de parceiros sexuais
  • uso de seringas descartáveis
  • controle do sangue doado através de testes anti-aids.
  • esterilização eficiente do instrumental médico, odontológico e similares.
Sintomas
  • Perda de peso sem causa aparente
  • febre prolongada
  • diarréia prolongada
  • suadores noturnos
  • sarcoma de Kaposi
  • língua com sapinho, em adultos
Tratamento
As formas de tratamento da AIDS ainda são pouco eficazes. Destacam-se entre os medicamentos os antivirais como o DDI (dideoximosina)
, o AZT (azidotimidina) e substâncias como o interferon e a interleucina e os medicamentos para tratamento de infecções oportunistas (pneumonia, encefalite, entre outras). Quanto mais cedo se começar o tratamento mas chances de cura tem o paciente.

Por volta de 1990 a AIDS já era conhecida mundialmente e muitos paises passaram a combate-la de forma sistemática, com campanhas informativas e de prevenção veiculadas na mídia.

No Brasil e em outras partes do mundo, defende-se a quebra de patente de empresas fabricantes de medicamentos contra AIDS, isto é, luta-se para que se de permissão legal que outras empresas e mesmo o próprio governo possa fabricar medicamentos baratos para o combate à doença e distribuí-lo aos doentes de AIDS.

Até o fechamento da edição deste texto, em junho de 2003, a vacina para AIDS ainda não havia sido descoberta.

Estatísticas:

Fonte: Boletim Epidemiológico do Ministério da Saúde

Links sobre AIDS
Que é Dengue?
O dengue é uma doença infecciosa causada por um virus da família dos Flavivirus e transmitida pelo mosquito Aedes aegypti que também transmite a febre amarela.

O mosquito Aedes aegypti
O nome Aedes aegypt deriva do Grego e do Latim. AEDES é de origem grega e quer dizer desagradável, odioso enquanto AEGYPTY é de origem latina e significa do Egito. Pronuncia-se aédes egiptchi




Sintomas da Dengue
  • febre alta, muitas vezes passando dos 40 graus, e que demora vários dias;
  • dor de cabeça, dor nos olhos, nos músculos, nas juntas,
  • manchas avermelhadas por todo o corpo
  • as vezes pode ocorrer sangramento da gengiva e do nariz;
  • falta de apetite e fraqueza.
  • apatia, istoé, o doente fica sem vontade para nada.
Dengue Hemorrágica
Os sintomas iniciais da Dengue Hemorrágica são os mesmos do dengue comum. A diferença é que, quando a febre acaba, começam a surgir sangramentos, a pressão cai, os lábios ficam roxos e a pessoa, além de sentir fortes dores no abdômen, alterna sonolência com agitação. O dengue hemorrágico é muito perigoso e pode levar à morte.

Quando há suspeita de Dengue
A pessoa com suspeit a de dengue deve procurar o serviço médico de saúde. Para auxiliar o médico no diagnóstico diga-lhe o que está sentindo, bem como se você viajou recentemente para alguma região afetada pela dengue, se alguém na família ou na vizinhança tem ou teve dengue ou se apresenta os sintomas da doença.

Prevenção da Dengue
A prevenção da dengue baseia-se em contorle do mosquito, dos focos de proliferação do mesmo, em especial na água parada.

Ajuda ao Fiscal da Saúde Pública
O Ministério da Saúde do Brasil, envia a sua casa fiscais para verificar se em sua residência há focos de proliferação do mosquito da dengue. Ao receber o fiscal verifique se ele possui identificação, pois elementos mal intencionadas podem se fazer passar por fiscais para praticar assaltos e roubos.
Receba bem o fiscal e responda suas perguntas. Não tenha pressa. Informe ao fiscal há quanto tempo, se for o caso, foi feita uma vistoria em sua casa. Mantenha guardadas as fichas de visita.

Ajude o fiscal a andar por sua residência e/ou quintal. Informe-o sobre a presença de animais, poços, cercados e outras coisas que possam atrapalhar a vistoria. Não diga ao fiscal que esta ou aquela parte do seu quintal ou pátio não tem foco de contaminação e que não há por que se preocupar, você pode estar enganado. Não imponha restrições ao fiscal fazer seu trabalho. Se possível, permita e facilite que todas as partes da casa sejam vistoriadas.
Que é SARS ou Pneumonia Asiática
Síndrome respiratória aguda grave ou Severe acute respiratory syndrome (SARS), em Inglês, é uma doença que apareceu recentemente na Ásia, América do Norte e Europa. No Brasil é também chamada de Pneumonia Asiática.

Sintomas da SARS
Em geral, a SARS, se inicia com febre alta ( mais de 38.0 graus centígrados). Outros sintomas podem incluir dor-de-cabeça, sensação geral de desconforto e dores pelo corpo. Algumas pessoas podem apresentar também sintomas respiratórios leves. Depois de 2 a 7 dias, os pacientes de SARS podem apresentar tosse seca e ter problemas para respirar.

Como se propaga a SARS
A principal forma de propagação da SRAS parece ser o contato próximo entre pessoas. A maioria dos casos de SRAS se verificaram em pessoas que cuidaram ou conviveram com alguém infectado pela doença ou que tiveram contato com material infectado (por exemplo, secreções respiratórias) de uma pessoa que tenha SARS. As formas potenciais de propagação da SARS são tocar a pele de outras pessoas ou objetos contaminados com partículas infectadas e depois tocar os olhos, o nariz ou a boca. Isto pode ocorrer quando alguém infectado com SARS tosse ou espirra gotículas ou partículas infectadas no ar, que caem sobre a própria pessoa, sobre outras pessoas ou em superfícies próximas. É possível também que a SARS possa se propagar pelo ar ou outros meios desconhecidos ate o momento.

Quem esta sujeito a pegar SARS
A maioria dos casos de SARS nos EUA se verificou em pessoas que regressaram aos EUA, depois de terem viajado para outras partes do mundo afetadas pela SARS. Houve poucos casos como resultado de contágio entre pessoas que tiveram contato com familiares e trabalhadores da área da saúde. Atualmente não existe evidência que a SARS esta se propagando na comunidade, nos Estados Unidos.

Possíveis Causas da SARS
Cientistas do Centers for Disease Control and Prevention (CDC) e de outros laboratórios detectaram um coranavirus, até então desconhecido, em pacientes com SARS. O novo coronavirus é a hipótese principal para a causa da SARS.
Em 23 de maio de 2003 pesquisadores da Universidade de Hong Kong, divulgaram que o vírus da SARS pode ter chegado aos seres humanos pelo consumo da carne de civeta (Viverra civeta), considerado uma iguaria muito apreciada no sul da China.
A civeta é um mamífero pequeno, parecido com um gato, mas pesa em torno de 20 kg. é robusto e de pelo cinza com manchas pretas. Este mamífero vem das regiões quentes do Sudoeste da Ásia, do Sul da Europa e da África. A civeta pertence a família dos viverrídeos, é onívora e consome tanto vegetais e frutas como pequenos vertebrados, alguns invertebrados e carniça. O animal é também criado em cativeiro em várias regiões e é procurado pelas secreções de suas glândulas, que serve para fabricação de perfume e por causa da sua carne "exótica".

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A civeta é protegido por convenções internacionais em especial pela Convenção de Washington sobre espécies ameaçadas. Apesar disso esses animais são vendidos vivos e abatidos no ato da compra. Os animais são preparados em restaurantes e para banquetes.

Pesquisadores da Universidade de Hong Kong anunciaram no final de maio de 2003 que haviam encontrado o coronavirus responsável pela SARS, na carne da civeta. Grupos humanitários de defesa de animais como o Animals Asia Foundation pedem o fechamento imediato do comercio desses animais bem como que seja proibido o consumo de sua carne por razões sanitárias e humanitárias.



Recomendação do Centers for Disease Control and Prevention (CDC)
O CDC divulgou recomendações e orientações para pessoas que possam ser infectadas pela SARS.

  • Para aqueles que planejam viajar para regiões afetadas pela SARS:
    O CDC aconselha que quem está planejando viajar, por razões não essenciais para áreas afetadas pela SARS que considere a possibilidade de adiar a viagem até próximo aviso.

  • Para aqueles que precisam viajar para áreas afetadas pela SARS:
    O CDC recomenda àqueles que precisam viajar para áreas afetadas pela SARS, que devem lavar as mãos freqüentemente para proteger-se da infecção. Além disso aconselha-se também que os viajantes evitem, tanto o quanto possível, entrar em contato com grandes massas de pessoas, a fim de minimizar a possibilidade de infecção. O CDC também recomenda o uso constante de máscaras e outros tipos de equipamentos de proteção pessoal, quando se estiver em áreas públicas.
    Veja http://www.cdc.gov/ncidod/sars/travel_advice.htm para mais informações.

  • Para pessoas que acreditam estar infectadas pela SARS:
    Pessoas que apresentem os sintomas da SARS (febre maior que 38.0°C] acompanhada de tosse e/ou dificuldade para respirar devem consultar um médico o quanto antes. Para ajudar o médico a fazer o diagnóstico, diga-lhe se viajou para lugares onde se verificou a exi stência da SARS e/ou se esteve em contato com alguém contaminado pela doença ou com alguém que apresente os sintomas da SARS.

  • Para familiares que estão cuidando de pessoas com SARS:
    O CDC desenvolveu recomendações para pacientes com suspeita de SARS, que pode ser encontrada na página www.cdc.gov/ncidod/sars/ic-espanol.htm

    Estas recomendações básicas devem ser seguidas durante 10 dias depois que os sintomas respiratórios e a febre tenham desaparecido. Durante esse tempo, se solicita aos pacientes com, SARS que limitem suas atividades fora de casa. (não deve ir ao trabalho, escola ou qualquer outro lugar público).

  • Para trabalhadores da Área de Saúde:
    A transmissão da SARS para os profissionais de saúde parece ter surgido depois do contato próximo com pessoas doentes de SARS, antes que se tivesse posto em prática medidas de controle de infecção. O CDC publicou recomendações sobre o controle de infecções em instituições e instalações ligadas à área de saúde.
    Veja www.cdc.gov/ncidod/sars/infectioncontrol.htm ,

    O CDC publicou ainda recomendações para procedimentos de exposição a SARS em instituições e instalações ligadas à área de saúde
    Veja www.cdc.gov/ncidod/sars/exposureguidance.htm.
Que é Sarampo?
A Sarampo é uma doença infecciosa, muito contagiosa, causada por um vírus que pertence ao gênero Morbillivirus, família Paramyxoviridae e que se caracteriza por erupções de manchas vermelhas na pele. Ataca, em geral, crianças, mas pode ocorrer em qualquer idade.

O período de incubação do vírus do sarampo é de aproximadamente 2 semanas. O período de invasão do sarampo dura de 3 a 5 dias. No doente de sarampo aparecem no i nterior da boca as manchas de Koplik, que são pequenas manchas arredondadas e cor de cinza, rodeadas por um halo de coloração avermelhada. Há erupção de manchas vermelhas na pele, que em geral tem início no rosto e em 1 ou 2 dias alastram-se por outras partes do corpo.

O sarampo pode causar complicações como otite, pneumonia e encefalite. Em gestantes pode causar aborto e parto prematuro.

Sintomas
  • febre alta
  • manchas vermelhas na pele
  • tosse seca
  • irritação nos olhos e fotofobia
  • falta de apetite
  • nariz escorrendo
  • mal estar

Formas de Contágio
O contágio acontece através de secreções de gotículas lançadas ao ar por tosse ou espirro.

Prevenção do Sarampo
Existe vacina para o sarampo, a vacina tripla (MMR) que serve para sarampo, caxumba e rubéola, aplicada gratuitamente nos postos de saúde.

Não deixe de vacinar suas crianças. Fique atento às campanhas de vacinação do Ministério da Saúde.

Conceito de risco, penosidade e insalubridade

A enfermagem é uma profissão que, pela natureza do seu exercício, corre vários riscos, seja pelo contacto ou exposição a agentes químicos, físicos, biológicos, seja pelas condições de trabalho, seja ainda pelas funções que se têm de desempenhar.

Não serão a saúde e bem-estar importantes para os enfermeiros? Evidentemente que sim. Além disso, a evidência científica mostra que, a saúde mental e física dos enfermeiros é, frequentemente, sujeita a riscos decorrentes do trabalho e que muitos são aqueles que sofrem problemas sérios que resultam muitas vezes em perda de emprego ou em incapacidade permanente (Rogers & Salvae, 1988).

O risco, a penosidade e a insalubridade estão presentes em todos os contextos de trabalho. Contudo, nem sempre é evidente para todos os profissionais o que entendemos por risco, penosidade e insalubridade. Assim, passamos a referir, de forma muito breve, o que entendemos por cada um destes conceitos.

O risco está relacionado com exposições acidentais a agressões físicas, químicas ou biológicas, que podem trazer consequências várias à saúde e integridade física: quedas, entalamentos, picadas, cortes, queimaduras, radiações, acidentes de viação, contacto com vírus ou outros microorganismos…

Aqui podemos salientar o risco de Hepatite e de Sida, por picada ou corte, o risco de tuberculose pulmonar (que não é, actualmente uma situação simples), o risco de agressão física por parte de utentes e familiares, o risco de doença oncológica por exposição a citostáticos e a radiações, o risco de infertilidade e aborto, por contacto com o gás anestésico, entre outros.

A penosidade está relacionada com as situações com as quais lidamos e que comportam uma carga psicológica perturbadora, desconforto, alteração dos ritmos biológicos: aquilo que exige um esforço físico, psicológico, social, espiritual, permanente e suplementar.

São disso exemplos o trabalho por turnos, o contacto permanente com a dor, o sofrimento e a morte, a elevada responsabilidade, o medo de errar e as consequências que esses erros podem ter na vida do outro, a necessidade de estar em constante aprendizagem e adaptação…

A insalubridade está relacionada com as condições de higiene, saúde e segurança no local de trabalho: estar em contacto com líquidos biológicos, exposto à infecção hospitalar, com infecções respiratórias relacionadas com a má manutenção dos sistemas de ar condicionado, fazer trabalho domiciliário à chuva, ao sol, entrar em casas degradadas, infestadas de insectos (dos quais os hospitais e centros de saúde também dispõem, como as inevitáveis baratas) …

Pelo que atrás expusemos pode compreender-se que apenas a insalubridade está relacionada com o local em que o enfermeiro está colocado e que, fruto da regulamentação e aplicação da legislação de higiene, saúde e segurança no local de trabalho pode ser minorada.

Contudo, por muito que se melhorem as condições de trabalho (por que sempre se lutou), o risco de contrair uma doença infecciosa, o contacto com a dor, o sofrimento e a morte, ter que passar muitas horas em pé, ter um trabalho que implica elevada responsabilidade e cujos erros podem ter danos graves para a vida e saúde do outro, entre muitos outros aspectos, fazem-nos afirmar que esta é uma profissão de elevado risco, onde quer que ela seja exercida.

As ameaças à saúde dos enfermeiros nem sempre estão muitos visíveis: os riscos invisíveis dos micróbios, da radiação ou do stress, ou a exposição permanente, ao longo de muitos anos, a pequenos tóxicos ou a sobrecargas físicas passam muitas vezes despercebidos. É, por isso, fundamental darmos alguma atenção a este problema.

Conhecer os riscos é importante: actuar é fundamental. É preciso melhorar as condições de trabalho e compensar os enfermeiros pelos riscos que correm no seu dia-a-dia.”

In Risco Penosidade e Insalubridade – Uma realidade na profissão de enfermagem (2000)

sábado, 4 de abril de 2009

Empregador responde por ato do empregado que causou lesões físicas no colega de trabalho.

Embora não tenha sido o autor material do dano, o empregador deve responder pelo ato do empregado que agrediu fisicamente um colega de trabalho. Se o ato do agressor foi praticado no exercício da função profissional, esse fato já é suficiente para atrair a responsabilidade objetiva da empresa. Esse foi o teor de decisão da 7ª Turma do TRT-MG que, seguindo o voto do juiz convocado Rodrigo Ribeiro Bueno, deu provimento ao recurso do reclamante.

No caso, o reclamante exercia a função de servente de pedreiro e o agressor, de pedreiro. No momento em que os dois discutiam questões relacionadas ao trabalho, o pedreiro puxou uma ferramenta que o autor segurava, ocasionando a queda do mesmo, o que resultou em lesão no joelho esquerdo do reclamante.
Pretendendo afastar a condenação imposta em 1º grau, a ré argumentou que a empresa não pode ser considerada culpada por ato de seus empregados, por não ter condições de evitar agressões físicas entre eles.

Afirmou que o reclamante não foi agredido por seu superior direto, mas sim por um empregado de mesmo nível hierárquico. Além disso, alegou a empresa que a desavença ocorrida com um colega não foi suficiente para acarretar abalo moral ao empregado.

Na avaliação do relator, é irrelevante o fato de o agressor não ser o superior hierárquico do reclamante. O Código Civil brasileiro consagra a responsabilização por ato de terceiros, podendo ser atribuída a obrigação de reparar a pessoa diferente do real autor material do dano.

Neste sentido, o fato de existir um vínculo jurídico com o autor do ato ilícito, em relação ao qual existe um dever de guarda, vigilância ou custódia, é suficiente para atrair a responsabilidade objetiva da pessoa, mesmo que ela não tenha concorrido diretamente para a ocorrência do dano.

Para o relator, na situação em foco, a responsabilização opera-se por força da simples existência da conduta ilegal do agente, sendo desnecessária a comprovação da culpa. Assim, não se pode exigir que o ofendido demonstre a existência de um dano imaterial, deixando o responsável pela conduta ilícita em confortável situação processual.

Portanto, de acordo com o entendimento do magistrado, existindo a culpa do agressor, a empregadora responde objetivamente. “Pela teoria da substituição, considera-se que, ao recorrer aos serviços do empregado, a empregadora está prolongando sua própria atividade, figurando o obreiro como a longa manus do patrão.

Destarte, o ato do substituto é o ato do próprio substituído”– concluiu o relator, fixando uma indenização por danos morais no valor de R$2.500,00, que corresponde a, aproximadamente, cinco meses de trabalho do reclamante.

Fonte: Tribunal Regional do Trabalho 3ª Região Minas Gerais, 03.04.2009

leitextinta......

A idéia de que o leite pode ser usado como tratamento antidotal e mesmo preventivo das intoxicações por agentes químicos de diferentes tipos e de variadas origens é mais um mito do que propriamente verdade.

Esta prática é muito perigosa.

A utilização do leite nas intoxicações agudas por caústicos até hoje é utilizada, resultando em certa eficácia. No entanto, o uso do leite como medida preventiva de intoxicação, principalmente nas exposições do dia-a-dia de trabalho com produtos químicos não se apoia em nenhuma base científica.

O leite é um alimento de inquestionável valor nutritivo e, em hipótese alguma, deve ser usado como agente preventivo de intoxicações.

O leite deve ser considerado apenas como excelente composto alimentar e nunca como um agente preventivo.

Procedimentos adequados e comprovadamente eficazes que devem ser seguidos por quem trabalha com produtos químicos são:

· Conhecer o produto com que se esta trabalhando;

· Em caso de dúvidas procurar saná-las o mais rápido possível;

· Conhecer quais danos poderá causar a sua saude;

· Ser conhecedor de quais atitudes devem ser tomadas em caso de imprevistos;

· Seguir as normas de seguranças existentes;

· Identificar todo e qualquer recipiente corretamente;

· Não identificar tambores ou semelhantes nas tampas;

· Usar EPI limpos e em bom estado de conservação;

· Usar os EPI adequados e corretamente;

Lembre-se : O leite pode e deve ser tomado, mas apenas como elemento complementar a alimentação