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domingo, 7 de junho de 2009

SAÚDE: Mudanças na legislação valorizam especialistas

A segurança do trabalho é uma preocupação legal para as empresas. Todas precisam manter em seu quadro um grupo de profissionais especializados em evitar acidentes e doenças ocupacionais, e o setor ganhará força com uma nova medida referente ao Seguro de Acidentes do Trabalho. A partir do próximo ano, o valor do seguro obrigatório vai variar conforme o desempenho da empresa na área.

– Para uma instituição grande, 3% na folha de pagamento podem se tornar 6% com a nova regra, o que pode representar milhares de reais – calcula o engenheiro de segurança do trabalho e consultor na área Antonio Carlos Vendrame.
Há 11 anos nesse mercado, a técnica e consultora Graça Malcher acredita que o impacto nas contas vai abrir as portas aos profissionais da área:

– A empresa vai tratar o assunto seriamente ou pagará caro.

Ex-funcionária pública, Graça descobriu esse filão. Hoje, tem dois empregos. É técnica em segurança do trabalho de uma empresa que terceiriza o serviço e também montou uma consultoria dedicada ao assunto. Para ela, pelos concursos recentes, percebe-se que o Ministério Público do Trabalho e o Ministério do Trabalho estão aumentando a estrutura para expandir a fiscalização nas empresas.

– O MP, inclusive, contrata técnicos para assessorar os procuradores no julgamento de processos – afirma.

CHOQUE ELETRICO DICA QUE SALVA


O que acontece

O choque elétrico, geralmente causado por altas descargas, é sempre grave, podendo causar distúrbios na circulação sanguínea e, em casos extremos, levar à parada cárdio-respiratória.

Na pele, podem aparecer duas pequenas áreas de queimaduras (geralmente de 3º grau) - a de entrada e de saída da corrente elétrica.

Primeiras providências

  • Desligue o aparelho da tomada ou a chave geral.
  • Se tiver que usar as mãos para remover uma pessoa, envolva-as em jornal ou um saco de papel.
  • Empurre a vítima para longe da fonte de eletricidade com um objeto seco, não-condutor de corrente, como um cabo de vassoura, tábua, corda seca, cadeira de madeira ou bastão de borracha.

O que fazer

  • Se houver parada cárdio-respiratória, aplique a ressucitação.
  • Cubra as queimaduras com uma gaze ou com um pano bem limpo.
  • Se a pessoa estiver consciente, deite-a de costas, com as pernas elevadas. Se estiver inconsciente, deite-a de lado.
  • Se necessário, cubra a pessoa com um cobertor e mantenha-a calma.
  • Procure ajuda médica imediata.

A ressucitação cárdio-pulmonar

Com a pessoa no chão, coloque uma mão sobre a outra e localize a extremidade inferior do osso vertical que está no centro do peito (o chamado osso esterno).

Localizar o osso que está no centro do peito. Coloque uma mão sobre a outra e pressione o peito.

Ao mesmo tempo, uma outra pessoa deve aplicar respiração boca-a-boca, firmando a cabeça da pessoa e fechando as narinas com o indicador e o polegar, mantendo o queixo levantado para esticar o pescoço.

Mantenha o queixo levantado para esticar o pescoço. Respiração boca-a-boca

Enquanto o ajudante enche os pulmões, soprando adequadamente para insuflá-los, pressione o peito a intervalos curtos de tempo, até que o coração volte a bater.

Esta seqüência deve ser feita da seguinte forma: se você estiver sozinho, faça dois sopros para cada quinze pressões no coração; se houver alguém ajudando-o, faça um sopro para cada cinco pressões
fonte: http://goianomesmo.blogspot.com/2009/06/choque-eletrico.html

Brasil tem 25 casos confirmados de gripe suína

O Brasil registrou mais dois novos casos de influenza A (H1N1) – gripe suína, segundo nota divulgada no fim da tarde de quarta-feira, 3, pelo Ministério da Saúde. Agora são 25 casos confirmados no país.

De acordo com o ministério, os dois pacientes vieram dos Estados Unidos. Ambos estão internados e passam bem. Os casos foram registados em São Paulo, estado que agora totaliza 11 pacientes infectados.

Rio de Janeiro tem sete casos confirmados, Santa Catarina, quatro; Minas Gerais, um; Rio Grande do Sul, um e Tocantins, um. Dos 25 casos, sete são de transmissão autóctone, ou seja, ocorreram dentro do território nacional com pessoas que tiveram contato com pacientes vindos do exterior.

O Ministério da Saúde monitora 44 casos suspeitos que já estão em análise laboratorial. Eles são dos estados de São Paulo (15), Distrito Federal (sete), Rio de Janeiro (cinco), Rio Grande do Norte (quatro), Paraná (três), Rondônia (três), Espírito Santo (dois), Santa Catarina (dois), Alagoas (um), Ceará (um) e Tocantins (um). Até o momento, 386 casos foram descartados.



Fonte: Agência Brasil - 3/6/2009

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Acidentes que matam trabalhadores não atraem atenção da mídia

No ano passado, 2.804 pessoas morreram vítimas de acidentes de trabalho. Nem o grande número de vítimas, nem as condições, que em grande parte poderiam ser prevenidas, atraem atenção da mídia para a tragédia, como os acidentes aéreos e rodoviários. A avaliação é dos parlamentares e sindicalistas que se reuniram, nesta terça-feira (28), em seminário que marcou o Dia Mundial das Vítimas de Acidentes de Trabalho.

O objetivo do evento é discutir a modernização da legislação trabalhista para garantir mais segurança ao trabalhador. A utopia é fazer com que o dia 28 de abril seja uma data de comemoração e não para lamentar as vítimas.

Além do impactos nas famílias, os acidentes representam custos financeiros para o país. Dos 653.090 acidentes de trabalho ocorridos em 2007, 8.504 trabalhadores ficaram inválidos permanentes.

"Os custos que isso tem para a sociedade brasileira, só de benefícios, representam 10,8 bilhões de reais em 2007. Acrescido dos custos indiretos, o custo total é de 42 bilhões de reais", anunciou o deputado Pepe Vargas (PT/RS), citando dados do Ministério da Previdência Social.

Para a deputada Jô Moraes (PCdoB/MG), uma das organizadoras do evento, os deputados têm consciência da dimensão do problema, a importância maior é as centrais sindicais ocuparem a Casa para pressionarem os parlamentares a votarem a matéria de reformulação da legislação trabalhista.

Outro deputado que participa da mobilização por uma nova legislação trabalhista é Ricardo Berzoini (PT/SP). Ele falou sobre os procedimentos que se deve adotar para garantir que uma "lei mais adequada e modernizada e sintonizada com situação atual do mundo do trabalho" seja votada ainda nessa legislatura, ou até julho do próximo ano, quando começa a campanha das eleições de 2010, o que inviabiliza qualquer votação na Casa.

Berzoini lembrou que o Brasil é um país heterogêneo e que alguns setores ainda estão com os processos produtivos atrasados e são responsáveis pelo alto índice de morte ou lesão ou incapacidade. A construção civil e o transporte rodoviário de carga são os dois setores que mais vitimam os trabalhadores, responsável por 28% do total de acidentes. Segundo ele, isso ocorre por conta da falta de prevenção e da falta de respeito à legislação.

Jornada 'intensa e extensa'
Todos os representantes das centrais sindicais que participaram do evento manifestaram apoio à proposta de alterar a legislação trabalhista. O representante da CTB, Elias Bernardino, disse que é impossível manter a situação de índices da acidentes de trabalho. "Ano após ano tem aumentado os óbitos, vemos isso com preocupação e queremos discutir com a sociedade essa questão", afirmou.

A necessidade de reformulação da lei trabalhista foi unanimidade entre os sindicalistas, que querem mais garantias para a saúde e segurança do trabalhador. Mas, cada um deles, levantou uma questão específica. O vice-presidente da CGTB, Ubiraci de Oliveira, disse que "um café com leite e pão com manteiga, um feijão com arroz reforçado, podem reduzir os acidentes", afirmou.

O representante da CUT, Quintino Severo, destacou duas questões a serem atacadas: as novas tecnologias e a jornada de trabalho. Segundo ele, a modernização tecnológica aumenta a produção e as doenças do trabalho. Ele sugeriu discussão sobre criação de instrumentos para evitar que todo ganho de produtividade não seja causa de doença.

A segunda proposta é de garantir a redução da "intensa e extensa" jornada de trabalho - uma combinação perigosa, que tem demonstrado ser a causa de doença e acidentes. Ele sugere penalidades financeiras para os empregadores que não cuidam da saúde dos trabalhadores. "Modernidade é trabalhar com segurança e saúde", destacou.

Tudo é doença
Plínio Pavão, diretor de saúde da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), apresentou as propostas que servirão para dar início ao debate com as centrais sindicais e especialistas em saúde do trabalhador. A primeira delas é a redefinição do conceito de acidente de trabalho.

A lei atual vai na contramão prevencionista, ao estabelecer que só é doença do trabalho aquela que causa incapacidade. Segundo Plínio, é preciso dar caráter mais amplo e prevencionista na legislação. A doença do trabalho deve ser conceituada como qualquer uma, sem exceção, endêmica ou degenerativa, porque se o trabalho não for a causa, é certamente agravante.

Ele elencou ainda como propostas de mudanças a necessidade de controle social no Conselho Nacional da Previdência Social, com caráter colegiado e deliberativo, e estendido aos comitês estaduais e municipais; a inclusão do empregado doméstico ao benefício acidentário e a ampliação do direito do aposentado, que representa uma das grandes injustiças na atual legislação.

Plínio disse que o aposentado se mantém no mercado de trabalho por necessidade, para complementar a renda, e embora contribua com a Previdência Social, não tem direito aos benefícios do auxílio doença.

As propostas incluem ainda a inclusão das entidades trabalhistas nas fiscalização feitas pelo Ministério do Trabalho; a ofensa física ou moral por disputa relacionada ao trabalho como acidente de trabalho; a garantia de reabilitação profissional em caso de suspensão da aposentadoria por invalidez, que pode ser revista por perícia do INSS.

Outra questão que merece mudanças é o auxílio acidente pago ao trabalhador que tem que voltar ao trabalho, embora não tenha mais 100% de sua capacidade laboral. Esse auxílio hoje é de 50% do valor da aposentadoria.

A medida, ao invés de ajudar, prejudica os trabalhadores. Muitos deles perdem o benefício em função de apresentar uma pequena sequela. A proposta é de que volte o escalonamento de acordo com a gravidade do problema para garantir o pagamento. A proposta ainda é tornar o benefício vitalício. Atualmente, ele cessa com a aposentadoria. (Fonte: Vermelho)

Fonte: Agência DIAP

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Comissão rejeita projeto que cria prazo de validade para capacetes

A Comissão de Viação e Transportes rejeitou na quarta-feira (27) o Projeto de Lei 2795/08, do deputado Pompeo de Mattos (PDT-RS), que proíbe a comercializaçã
o de capacetes com prazo de validade inferior a dez anos. A proposta determina ainda que, após cinco anos de uso, todos os capacetes passem por inspeção do Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro), para que possam continuar em uso.

Na opinião do relator, deputado Carlos Alberto Leréia (PSDB-GO), a proposta acaba por produzir efeito contrário ao pretendido pelo autor. "Entendemos que a exigência de vistoria e de nova certificação dos capacetes com cinco anos de uso implicaria transtornos e custos consideráveis para seus proprietários, notadamente diante da complexidade dos ensaios necessários à certificação, justamente o que o projeto pretende evitar", sustenta.

De acordo com o parlamentar, nem a legislação atual nem as resoluções do Conselho Nacional de Trânsito (Contran) faz qualquer referência a prazo de validade dos capacetes. "Dessa forma, não há nenhum problema em no uso de capacetes bem conservados por períodos bem superiores aos três anos, desde que possuam o selo do Inmetro, não tenham sofrido impactos e ainda se ajustem adequadamente à cabeça do usuário", explica.

Ao apresentar a proposta, Pompeo de Mattos argumentou que a Resolução 203/06, do Contran, que trata das normas para o uso de capacetes, realmente não estabelece prazo de vida útil do equipamento. No entanto, segundo ele, "há informações de que órgãos fiscalizadores de trânsito já estariam autuando proprietários de capacetes com a data de fabricação acima de três anos". Isso ocorre, segundo acredita, porque, afirma, os fabricantes sugerem nas etiquetas que o produto deveria ser substituído após três anos de uso contínuo.

Tramitação
O projeto tramita em caráter conclusivo e ainda será analisado pelas comissões de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Íntegra da proposta:
- PL-2795/2008

Fonte: Agência Câmara

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Prevenir é lucrar

Investimento para reduzir doenças e acidentes beneficia também as empresas, afirmam especialistas em segurança do trabalho

Trabalhar com computadores ou em um canteiro de obras. Essas duas atividades tão distintas compartilham um mesmo problema: o risco de acidentes e doenças do trabalho. Ainda que em diferentes graus, qualquer profissional – mesmo o que se dedica à mais burocrática das tarefas – pode ter a carreira comprometida por uma lesão, um envenenamento ou um problema psiquiátrico. A solução mais eficaz para isso, dizem especialistas, ainda é a prevenção.



Somente em 2007 (dados mais recentes), foram gastos, no país, R$ 42 bilhões com acidentes de trabalho. A previsão do Ministério da Previdência para este ano é maior: R$ 51,6 bilhões, incluindo custos diretos e indiretos.



Mesmo não fazendo parte da estatística (os dados computados pelo Ministério da Previdência Social envolvem apenas os profissionais licenciados), Samuel Alves Monteiro, 27 anos, sabe a importância de um ambiente de trabalho seguro. Trabalhando das 8h às 18h à frente do computador, o analista de sistemas da forçava a visão. Hoje, precisa usar óculos.



– Ficava com os olhos vermelhos, irritados depois do expediente e sabia que tinha clara relação com o trabalho – conta Monteiro.



O jovem, que já trabalhou na área industrial da empresa, garante que se sente mais cansado e suscetível a acidentes e doenças na área administrativa do que em funções braçais.



Substituir o trabalhador acidentado, pagar pela sua recuperação, arcar com indenizações, entre tantas outras despesas, é muito mais oneroso do que investir em medidas preventivas, acredita Remígio Todeschini, diretor do Departamento de Saúde e Segurança Ocupacional do Ministério da Previdência Social.



– A empresa só tem a ganhar. É investir em qualidade de vida, em um produto melhor – ressalta Todeschini.



Para o diretor executivo da Agência Brasil de Segurança, Fábio Piza, a prevenção pode determinar o risco da atividade, já que todas são suscetíveis aos acidentes.



– As ações de prevenção eliminam a perda, o que gera lucro direto – sugere Piza.

Mas os benefícios não se limitam ao bolso do empresário. O médico do trabalho e auditor fiscal da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego no Distrito Federal, Alberto Trindade, aposta em modificações no ambiente de trabalho que ofereçam um clima agradável, tornando o profissional mais propício à produção.

– O conforto também faz parte da lei, o funcionário tem de se sentir bem na atividade que desempenha – avalia Trindade.
Correio Braziliense