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quinta-feira, 17 de abril de 2008

Acidente provocado por uniforme inadequado pode levar à responsabilização da empregadora.

A 4ª Turma do TRT-MG, acompanhando voto do desembargador Antônio Álvares da Silva, declarou a nulidade, por cerceio de defesa, da sentença que indeferiu perícia médica com o objetivo de apurar o grau e a interferência das lesões decorrentes do acidente de trabalho sofrido pelo reclamante ao tropeçar na barra das calças de seu uniforme e rolar degraus abaixo nas dependências da empresa.

Emitida a CAT, o diagnóstico da médica do trabalho descreveu traumatismos superficiais do joelho, tornozelo e ombro direito. Após se afastar, em licença médica, por 14 dias, o reclamante retornou ao serviço e, cerca de um mês depois, foi dispensado sem justa causa, tendo sido considerado apto para o trabalho pelo exame médico demissional.

No entanto, existem documentos no processo, provenientes de clínicas diferentes e assinados por profissionais diversos, que atestam dores constantes e incapacitantes sofridas pelo autor, com recomendação de tratamento fisioterápico.

A sentença havia acolhido a defesa da empresa, considerando que o reclamante fora o único culpado pelo acidente. Entretanto, no entender do relator, as fotos constantes no processo comprovam evidente culpa da empresa, já que o acidente decorreu do uniforme inadequado, de uso obrigatório da empresa, já que as calças eram realmente largas e muito compridas e, ao que parece, de tecido sintético do tipo liso que, se dobrado, facilmente se desdobra.

“Há de se atentar para a circunstância de que os ônus do empreendimento são da empresa e, não, do trabalhador, a ela competindo fornecer o equipamento de uso exigido, em perfeitas condições de segurança. Principalmente se de grande porte, como ocorre no caso” – ressaltou.

A decisão tem fundamento nos artigos 159 do Código Civil e 157, inciso II da CLT, pelo qual cabe às empresas instruir os empregados quanto às precauções a tomar para evitar acidentes do trabalho ou doenças ocupacionais. A falta cometida pelo empregador, nesse aspecto, acarreta o dever de indenizar as lesões sofridas pelo empregado, mesmo que levíssimas.

Assim, entendendo por evidenciada a culpa da reclamada, a Turma determinou o retorno do processo à Vara de origem para complemento das provas do processo, com a realização de perícia médica para se aferir o grau das lesões decorrentes do acidente, bem como a respectiva interferência delas em sua capacidade de trabalho, devendo ser proferida nova decisão pelo juiz de 1º grau.

( RO 00822-2007-038-03-00-1 )

Fonte: Tribunal Regional do Trabalho 3. Região Minas Gerais, 16.04.2008

Aividade física

Benefícios da atividade física à
Saúde e Qualidade de Vida.



Os exercícios físicos proporcionam inúmeros benefícios vitais às pessoas, por exemplo, melhora do condicionamento físico, ou seja, aumenta-se a capacidade de “trabalhar” do sistema cardio-respiratório, a resistência muscular geral e localizada se desenvolve juntamente com a força, flexibilidade, agilidade, conseguindo com tudo isto um melhor equilíbrio corporal e coordenação motora.

Veja algumas das razões para praticar atividades física:
Emocionalmente ocorre uma melhora, pois ao se exercitar a auto-estima progride, diminuindo lentamente as emoções negativas, melhorando a sua qualidade de vida;
A oxigenação tecidual é elevada, ou seja, o exercício físico melhora o fluxo sanguíneo levando mais oxigênio e nutrientes para todas as regiões do corpo;
O Sono melhora porque a prática de exercício físico auxilia na manutenção do peso corporal, contribuindo para que a pessoa durma melhor e tenha maior disposição vital. As pessoas muito acima do peso sofrem com a falta de disposição por não conseguir uma posição ideal e relaxante na hora de dormir;
Hipertensos (pessoas com pressão alta) com o auxílio da atividade física conseguem aumentar a rede de capilares em seus músculos. Assim, o sangue consegue difundir-se com maior facilidade reduzindo a pressão como um todo;
Durante o exercício é possível sintonizar harmonicamente sua mente e seu corpo, respeitando e conhecendo ainda mais seus limites;
O exercício físico fortalece o músculo e aumenta o metabolismo de cálcio fortalecendo assim os ossos;
Quando nos exercitamos regularmente, nossos músculos usam proporcionalmente mais gordura que glicose, e isto mantém os níveis de glicose sanguínea (glicemia) mais estáveis, diminuindo a fome;
A vida sexual melhora, pois o exercício físico faz com que você se sinta melhor com seu corpo, beneficiando sua performance sexual;

A atividade física é importante à todas as pessoas, independente da idade, porque proporciona bem-estar, saúde, sociabilização, gerando uma melhor e maior qualidade de vida. Obviamente, as pessoas portadoras de alguma doença como os cardiopatas, hipertensos, diabéticos, osteoporóticos etc, acabam minimizando e muitas vezes solucionando, dentro de suas condições físicas especiais, seus problemas vitais através de exercícios físicos bem orientados e elaborados.

A qualidade de vida portanto, está diretamente ligada a prática regular de atividade física.

Fonte: http://drsergio.com.br/fit/indexfit.html


Condutores do Samu recebem curso de direção defensiva

Macapá/AP - Os condutores de veículos do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) recebem curso de direção defensiva em Macapá e em Santana.

O último acidente grave envolvendo uma ambulância do Samu aconteceu há dois anos, no mesmo ano de implantação do serviço médico em Santana. O veiculo virou em um dos cruzamentos do município.

A paciente que estava dentro da ambulância morreu dias depois. Em 2007, uma outra ambulância do hospital também de Santana capotou na rodovia JK, duas pessoas ficaram feridas. Com a intenção evitar mais acidentes com ambulâncias.

O departamento de Polícia Rodoviária do estado vem capacitando os motoristas do Samu de Macapá e Santana. Os condutores já passaram por 14 horas de aula, duas horas de aula defensiva teórica e três horas de prática. Os condutores afirmam que mesmo com o treinamento, o trânsito amapaense é encarado com dificuldades.

Fonte: Portal Amazônia - 10/4/2008

Registro de doenças ocupacionais cresce 134%

São Paulo - O registro de doenças ocupacionais deu um salto nos últimos 11 meses. As notificações de doenças do sistema osteomuscular, nas quais se incluem as lesões por esforço repetitivo (LER) e que representam 84,77% do total de doenças do trabalho, aumentaram 512,3%, segundo dados do Ministério da Previdência.

A impressionante variação é creditada ao Nexo Técnico Epidemiológico Previdenciário (NTEP), mecanismo que relaciona determinada doença às atividades nas quais a moléstia ocorre com maior incidência. Em vigor desde abril do ano passado, o nexo obriga a perícia do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) a aplicar uma lista que relaciona cada uma das profissões às doenças de maior incidência na atividade. Como resultado dessa co-relação, a doença é classificada automaticamente como ocupacional. Assim, o que aconteceu, preponderantemente, não foi um maior número de casos de doenças, mas uma elevação no volume de moléstias classificadas como ocupacionais.

Para medir o efeito do nexo epidemiológico, o ministério comparou o número de moléstias ocupacionais registradas nos 11 meses antes (maio de 2006 a março de 2007) e depois (abril de 2007 a fevereiro de 2008) da adoção da regra. O maior salto é no capítulo do Código Internacional de Doenças (CID) referente às doenças infecciosas e parasitárias: 3.701%. Depois, vem a alta no grupo dos tumores (2.102%), seguido pelas doenças do aparelho circulatório (1.406%). No total, o aumento foi de 134%.

Para a Previdência, o salto revela que, antes do novo mecanismo, grande parte das doenças ocupacionais era anteriormente classificada como moléstias comuns, sem relação com o trabalho. O diretor de Saúde Ocupacional do Ministério da Previdência, Remígio Todeschini, diz que o nexo vem mostrando a deliberada conduta anterior das empresas em tratar as moléstias como comuns e não notificar as doenças como ocupacionais. Na prática, isso acontece com a emissão da Comunicação de Acidente do Trabalho (CAT).

Quando a moléstia é classificada como decorrente do trabalho, explica Todeschini, o empregador fica obrigado ao recolhimento do FGTS. Além disso, há maior estabilidade garantida aos afastados. Para o diretor, as empresas também preferem a classificação da doença como comum e não como ocupacional, já que isso preserva os índices de "acidente zero".

"O NTEP é uma boa radiografia do ambiente de trabalho e revela a enorme subnotificação. Antes dele, em 2006, a média era de 30 mil notificações por ano. Depois dele, saltou para 144 mil", diz o diretor. O nexo, segundo ele, dá mais clareza sobre onde estão adoecendo os trabalhadores e quais são as políticas públicas necessárias.

A Previdência tem um gasto bilionário com o pagamento de benefícios acidentários - principalmente auxílio-doença - e aposentadorias especiais concedidas em decorrência de ambientes insalubres, perigosos e penosos. Em 2005, a despesa foi de R$ 9,83 bilhões. Em 2007, subiu para R$ 10,72 bilhões. O aumento dos registros como acidentários (relacionados à profissão) não indica que a conta da Previdência vai crescer na mesma velocidade. Esses auxílios já eram pagos, mas como benefícios "previdenciários", como se a doença fosse comum.

Para Todeschini, os números da Previdência mostram que a LER é a doença mais omitida pelos empregadores. O nexo indica que os cinco segmentos de atividade que mais concentram sua ocorrência são intermediação financeira, comércio varejista, montagem de veículos, alimentos e bebidas e serviços às empresas. No ano passado, a LER foi responsável por 37,77% dos afastamentos acidentários.

O diretor comparou os números de 2006 da Relação Anual de Informações Sociais (Rais) - detalhamento do emprego formal - com os acidentes registrados nas Comunicações de Acidentes de Trabalho (CATs) naquele ano e concluiu que, proporcionalmente, a faixa etária mais exposta a acidentes foi de trabalhadores até 19 anos. Em números absolutos, a faixa foi a de 30 a 35 anos.

Esse cruzamento entre os números da Rais e das CATs, em 2006, também mostra que o setor com mais ocorrências no âmbito da saúde ocupacional foi o dos serviços industriais de utilidade pública. Naquele ano, nos 344.565 postos de trabalho, foram levadas ao INSS 12.302 CATs. Nessa classificação, seguem-se, em ordem decrescente: indústria de transformação, extração mineral, agropecuária, construção civil, serviços, comércio e administração pública.

Com a evolução do nexo, a Previdência vai definir o Fator Acidentário de Prevenção (FAP) que passa a valer no ano que vem. Atualmente, as empresas recolhem de 1% a 3% do valor de suas folhas de pagamento como contribuição ao Seguro Acidente do Trabalho (SAT). O objetivo é premiar a empresa que investir em segurança e reduzir suas ocorrências. Nesse caso, ela vai pagar contribuição menor ao SAT.

Por meio do FAP, o critério será por empresa e a contribuição ao seguro será de 0,5% até 6% da folha de pagamentos. Hoje, o critério é setorial, pela Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE) e vai de 1% a 3% da folha. Mas a mudança provocada pelo FAP terá o teto equivalente ao dobro do percentual pago atualmente. Portanto, não vai haver o salto de 1% para 6% nessa contribuição.

Todeschini recomenda que, em benefício próprio e dos seus trabalhadores, as empresas devem aperfeiçoar seus programas de prevenção, prestigiar a Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (Cipa) e fomentar a cultura permanente da educação e da prevenção. Mas ele também reconhece que o governo tem muito a realizar. Como exemplo, cita a retomada da Política Nacional de Segurança e Saúde do Trabalhador que deve articular as ações de três ministérios: Trabalho, Previdência e Saúde.

Outra falha do governo, na opinião de Todeschini, é a insuficiente estrutura de fiscalização. Numa comparação que ele chama de "grosseira", a Alemanha tinha, em 1992, população economicamente ativa (PEA) de 45 milhões de pessoas e aproximadamente cinco mil fiscais do trabalho. No Brasil, a PEA atual é de 90 milhões de pessoas, mas há apenas 3,8 mil fiscais. Um agravante da situação brasileira é a alta informalidade da economia que exclui milhões de trabalhadores das redes de proteção previdenciária.

Fonte: Valor Online - 8/4/2008

quarta-feira, 16 de abril de 2008

Dois batedores de Lula sofrem acidente em Brasília

Um acidente deixou dois batedores (motoqueiros que fazem escolta) do presidente Luiz Inácio Lula da Silva feridos no final da manhã desta quarta-feira (16) no Eixo Monumental, uma das principais vias de Brasília.

Eles estavam voltando da Ceilândia, cidade próxima a Brasília, onde o presidente foi inaugurar uma nova estação de metrô.


Alan Marques

Batedores da Policia Militar que acompanhava o presidente Lula à cidade-satélite de Ceilândia colidiram de frente com um poste no trajeto da volta ao palácio, no Eixo Monumental. (Foto: Alan Marques / Folha Imagem)

O cabo da PM, Carlos Roberto Machado, bateu em um poste e quebrou a perna, e o soldado Milton Leite Sales caiu da moto e sofreu uma fratura no tornozelo. A polícia informou que não sabe as causas do acidente. Os dois feridos foram socorridos pela ambulância da comitiva presidencial.

Motoqueiros que fazem escolta presidencial não tiveram ferimentos graves.

Fonte: Do G1, em Brasília

terça-feira, 15 de abril de 2008

Meio Ambiente: Água, como cuidar melhor desse bem



Com o intenso uso da água, é imprescindível que se promova a reciclagem desse recurso natural

Com o intenso uso da água,
é imprescindível que se promova
a reciclagem desse recurso natural


Segundo a ONU, escassez atingirá 60% da população em 2025.
O ano de 2008 é considerado o Ano Internacional do Planeta Terra e do Saneamento Básico. Falar sobre planeta Terra e saneamento básico remete a alguns fatos importantes: efeito estufa, desmatamento e, em especial, um que tem chamado a atenção de especialistas e estudiosos do mundo inteiro – a escassez da água que, assim como qualquer recurso natural do planeta, é de proporção finita.

Atualmente, o globo terrestre abriga mais de 6,5 bilhões de habitantes, sendo que há menos de 200 anos éramos apenas 1 bilhão. Deve-se lembrar, entretanto, que a Terra não cresceu proporcionalmente à sua população humana. É importante, então, que aqueles que habitam este planeta façam com que a água se torne um bem natural infinito.

De acordo com os números apresentados pela Organização das Nações Unidas (ONU) em regiões onde a situação de falta d'água já atinge índices críticos de disponibilidade, como nos países do continente africano, a média de consumo de água por pessoa é de dezenove metros cúbicos/dia, ou de dez a quinze litros/pessoa. Já em Nova York, há um consumo exagerado de água doce tratada e potável, onde um cidadão chega a gastar dois mil litros/dia.

A organização afirma, ainda, que cerca de 60% da população mundial viverá em regiões com escassez de água em 2025, caso seja mantido seu atual ritmo de consumo. Por ocasião da celebração do Dia Mundial da Água, celebrado no dia 22 de março, o escritório das Nações Unidas em Genebra alertou que "combater a escassez de água é um dos maiores desafios do século 21".

Segundo o Conselho para o Acesso à Água e a Recursos Sanitários (WSSCC), cada continente possui zonas com déficit de água ou com grandes dificuldades de acesso por causa de fenômenos ambientais, como as secas, combinados com um maior consumo derivado do crescimento global da população e do desenvolvimento econômico. Por isso, mais de um sexto da população mundial (1,1 bilhão de pessoas) não dispõe de um acesso garantido e acessível a esse recurso natural.

Assim, com o intenso uso da água, é imprescindível que se promova a reciclagem desse recurso natural, fortalecendo e intensificando os processos de reciclagem e garantindo, desta maneira, a abundância do bem utilizado. A partir disso, é necessário que se desenvolvam novas tecnologias e investimentos nas estações de tratamento de águas e esgotos. Pois quanto mais contaminada e suja estiver a água servida, mais complexo deverá ser o seu tratamento, já que devolver a água em condições muito acima da capacidade de reciclagem da natureza significa cometer o extermínio da raça humana e, por que não dizer, da própria natureza.

Outra estratégia importantíssima é a otimização do uso da água. Evitar o desperdício é fundamental para que mais pessoas tenham acesso à água limpa. Para tanto, tecnologias de uso racional devem ser desenvolvidas. Por outro lado, deve haver uma disseminação de informações visando uma mudança de postura da sociedade, fazendo com que a mesma saiba usar de forma inteligente esse recurso natural. A educação e o bom comportamento dos cidadãos são importantes instrumentos para a utilização racional da água.

Fonte:http://www.elnet.com.br/especial_interna.php?materia=3929

Comissão inclui gestão ambiental entre funções das Cipas


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Roberto Santiago: substitutivo evita criação de novo órgão nas empresas
A Comissão de Trabalho, Administração e Serviço Público aprovou na última quarta-feira (2) o substitutivo do deputado Roberto Santiago (PV-SP) ao Projeto de Lei 690/03. O texto aprovado atribui às comissões internas de prevenção de acidentes (Cipas) competência pata atuar em questões ambientais.

O projeto original, do deputado Luiz Bittencourt (PMDB-GO), previa a criação de Comissões Internas de Qualidade Ambiental (CIQAs) nas empresas e órgãos públicos. O relator, no entanto, preferiu ampliar as atribuições das Cipas, por entender que, quando se cuida da redução da poluição do ar ou da poluição sonora no ambiente da empresa, o que se busca é evitar danos à saúde dos trabalhadores.

A proposta altera a Consolidação das Leis do Trabalho (Decreto-Lei 5.452/43).

Engajamento
Em seu substitutivo, Santiago propõe que a CLT obrigue as empresas a manterem serviços especializados de gestão ambiental, além dos serviços de segurança e medicina do trabalho, já previstos no texto vigente. O relator lembra que a preservação da qualidade do meio ambiente não depende apenas da existência de leis, mas também do engajamento dos empregados na tarefa de preservação da qualidade ambiental em seu local de trabalho.

O autor do projeto acredita que a medida permitirá a divulgação da necessidade de se aprimorar o sistema de gestão ambiental das empresas e da administração pública, visando atingir melhorias no desempenho ambiental global de cada organização.

"Num País com as dimensões e a complexidade do Brasil, é quase impraticável a fiscalização sistemática de todas as entidades potencialmente causadoras de efeitos sobre o meio ambiente, daí a importância da adoção de práticas voluntárias e sustentáveis", disse Bittencourt.

Tramitação
A proposta, que tramita em caráter conclusivo, foi aprovada anteriormente pela Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio. Agora será analisada pelas comissões de Defesa do Consumidor, Meio Ambiente e Minorias; e de Constituição e Justiça e de Redação.

Íntegra da proposta:
- PL-690/2003

Acidente de Trabalho

domingo, 13 de abril de 2008

Senado aprova extinção do fator previdenciário e modifica forma de calcular benefícios.

Em regime de urgência, foi aprovado na noite de 09.04, pelo Plenário, o Projeto de Lei do Senado (PLS) 296/03, de autoria de Paulo Paim (PT-RS), que extingue o chamado "fator previdenciário" e modifica a forma de cálculo dos benefícios da Previdência Social. Como sofreu alterações, a matéria retornará à Câmara dos Deputados.

Na avaliação do senador, o resgate dos critérios anteriores de cálculo dos benefícios previdenciários evitará que o governo utilize a Previdência Social como instrumento de ajuste das contas públicas, em prejuízo dos contribuintes e beneficiários.

O fator previdenciário é calculado considerando, na data de início do benefício, a idade e o tempo de contribuição do segurado, a expectativa média de sobrevida para ambos os sexos e uma alíquota de 31%, que equivale à soma da alíquota básica de contribuição da empresa (20%) e da maior alíquota de contribuição do empregado (11%).

Em sua justificação, Paim assinalou que, dependendo do grau de formalização do trabalhador e de sua evolução salarial, a ampliação gradativa do período básico de cálculo do salário-benefício, com o fator previdenciário, acarreta perda em seu valor, tanto maior quanto maior for essa ampliação.

O senador frisou que essa forma de cálculo é aplicada sob a alegação de se adequar o sistema previdenciário aos impactos atuarial e financeiro da evolução demográfica, mas, de fato, tem sido utilizado para diminuir as despesas com benefícios da Previdência Social, principalmente da aposentadoria por tempo de contribuição, reduzindo seu valor ou retardando a sua concessão.

Entre as distorções no fator previdenciário apontadas por Paulo Paim, destaca-se a introdução do critério da idade no cálculo da aposentadoria por tempo de contribuição, via lei ordinária, critério que já foi derrotado em nível constitucional no Senado.

- No aspecto social, é perverso, pois, ao privilegiar a aposentadoria por tempo de contribuição tardia e punir, drasticamente, a considerada precoce, penaliza, sobremaneira, aqueles que começaram a trabalhar cedo, na maioria trabalhadores de menores rendimentos. De fato, esses trabalhadores certamente não adiarão o início de sua aposentadoria em função de valores maiores, no futuro, proporcionados pelo fator previdenciário - observou.

Foi ainda aprovado ainda na noite desta quarta-feira requerimento dispensando o parecer da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) ao PLS 58/03 - novamente de autoria de Paim - que trata da atualização das aposentadorias e pensões pagas pela União e pela Previdência Social. A matéria, assim, segue direto para a Comissão de Assuntos Sociais (CAS), onde tramita em decisão terminativa.

Fonte: Jornal do Senado, 10.04.2008

Disco abrasivo de esmerilhadeira quebra, mata trabalhador



Um trabalhador usava uma esmerilhadeira angular de cinco polegadas, portátil, enquanto trabalhava no acabamento de portão de ferro quando o disco quebrou e fragmentos voaram.

Um dos fragmentos cortou a coxa do trabalhador, atingindo a artéria. O trabalhador perdeu muito sangue e veio falecer mais tarde.
A investigação de acidente constatou que o disco que quebrou foi projetado para velocidade máxima de 6.110 rpm, mas a esmerilhadeira angular era para 10.000 rpm. Também, o diâmetro do disco era maior do que cinco polegadas, impedindo a instalação da guarda de proteção fornecido com a esmerilhadeira.

Práticas seguras de trabalho:

■ Usar somente discos recomendados que combinam o diâmetro e velocidade (rpm) da esmerilhadeira.



■ Antes de usar uma esmerilhadeira, certificar-se sempre que o protetor está instalado.
■ Assegurar-se de que os trabalhadores estejam treinados adequadamente no uso seguro das esmerilhadeiras e que sabem sobre limitações de velocidade.
■ Sempre usar EPI, óculos de segurança e proteção facial durante a utilização da esmerilhadeira. Protetor auricular e roupa resistente a chamas devem também ser usadas.

Fonte: Work safe

Comentário:

Riscos envolvidos na operação de esmerilhadeira
a) Projeção de partículas ou fragmentos;
b) Choque elétrico;
c) Ruído excessivo;
d) Ferimentos nas mãos e olhos (torções, cortes, traumas, escoriações e perfurações)

Recomendações de segurança:

■ usar protetor auricular, óculos de segurança e protetor facial;
■ não submeter o disco à velocidade (r.p.m.) superior à especificada pelo fabricante;
■ manter fios, cabos e conexões do equipamento em perfeitas condições para evitar descargas elétricas;
■ não retirar as proteções, a não ser para reparos ou ajuste da esmerilhadeira;
■ não usar o equipamento sem a proteção adequada;
■ não usar discos trincados ou com defeito e certificar-se de que os discos são adequados para a tarefa a ser realizada;
■ evitar que os lados do disco em movimento se choquem contra qualquer objeto;
■ quando utilizada para desbaste, fazer uso do flange menor e porca para fixar o disco;
■ quando utilizado para corte utilizar arruela apoio, flange maior e porca padrão para fixar o disco;
■ não deixar a esmerilhadeira enquanto esta estiver girando;
■ quando utilizada no campo, fazer isolamento e sinalização ao redor da área de trabalho. Quando utilizada na oficina, utilizar biombos;
■ usar a chave correta para fixação do disco;
■ não permitir que ninguém se posicione à sua frente enquanto estiver utilizando como lixadeira;
■ usar ambas as mãos e cabo de apoio.

Fonte: International Paper

Dicas de segurança - conheça alguns importantes itens de segurança que o motorista deve ficar atento para não correr riscos desnecessários.

FREADAS

Nunca freie sobre poças d’água. Se isso for inevitável, alivie o pedal rapidamente para que as rodas não travem.

Muito cuidado ao frear tendo caminhões na sua traseira. Pesados, eles percorrem uma área muito maior que um veículo comum até parar completamente.

VIAGENS LONGAS

Descanse bastante antes de iniciar sua viagem.

Se possível, viaje acompanhado por alguém que também possa revezar com você a direção.

Não beba nem tome qualquer medicação que possa interferir nos seus sentidos.

Não dirija por muitas horas. Faça paradas regulares, mesmo que não esteja cansado.

Faça uma revisão cuidadosa nos principais itens de segurança do veículo como freios, pneus, parte elétrica e direção.

ACIDENTES

Deparando-se com um acidente, antes de tentar prestar qualquer socorro, respeite a sua própria segurança. Evite ser, também, mais uma vítima.

Se já houver outras pessoas prestando socorro no local, siga adiante e tente avisar a autoridade mais próxima (Polícia Rodoviária, Concessionário da rodovia etc.)

Se você não é médico ou paramédico, evite mexer nas vítimas e nem permita que leigos removam as pessoas acidentadas. Aguarde o socorro apropriado e evite o agravamento das lesões por manipulação inadequada.

Sua principal função será evitar o pânico, confortar os feridos, pedir o socorro e sinalizar o local com triângulo, galhos ou lanternas.

ULTRAPASSAGENS

Nunca ultrapasse pela pista da direita.

Antes da ultrapassagem, certifique-se de que você tem uma visão total da estrada, olhando também os retrovisores.

Anuncie por meio dos sinais convencionais (luzes e setas) sua intenção de fazer a ultrapassagem.

Nunca ultrapasse em trevos, lombadas, curvas e passagens de nível ou onde a faixa que divide as pistas seja contínua.

DIRIGINDO NA CHUVA

Redobre a atenção para as condições da estrada nessas ocasiões, é possível a ocorrência de deslizamentos e quedas de barreiras.

Reduza a velocidade a um limite seguro.

Mantenha ligado os limpadores de pára-brisa.

Não fume para evitar o embaçamento do vidro.

Evite freadas fortes.

Se o carro aquaplanar (deslizar sobre uma lâmina de água) não freie nem pise na embreagem. Solte o acelerador e deixe o atrito com água reduzir a velocidade até você sentir as rodas adquiriram contato com o piso.

ANIMAIS NA PISTA

Ao se deparar com animais de grande porte nas pistas (cavalos, bois etc) não buzine nem sinalize com os faróis. Isto assusta o animal que pode ter reações inesperadas.

Feche os vidros, passe lentamente em marcha reduzida e avise o posto policial mais próximo.

VIAJANDO COM CRIANÇAS

Crianças com menos de 10 anos de idade devem sempre ser transportadas no banco de trás, atadas aos cintos de segurança ou acomodadas nas cadeirinhas apropriadas.

Bebês, mesmo os recém-nascidos, não devem viajar no colo de suas mães. Em caso de colisão, o risco da criança servir como amortecedor no impacto com o painel ou o banco da frente é muito grande.

As crianças de colo até um ano de idade, devem ficar nas cadeirinhas fixadas de costas para o sentido do carro. Depois dessa idade, a cadeirinha pode ficar na posição normal.

Quando a cadeirinha não mais oferecer proteção à nuca da criança, em função de seu crescimento, é o momento de colocá-lo diretamente no próprio banco do veículo, presa pelo cinto de segurança.

Caso a posição do cinto possa causar enforcamento em criança, acomode-a em cima de uma almofada.

CINTO DE SEGURANÇA

A obrigatoriedade do uso do cinto de segurança é para todos os ocupantes dos veículos, independente da via que esteja sendo utilizada.

Mantenha os cintos sempre em bom estado e nunca prenda-os enrolado ou dobrado, para não reduzir sua eficiência.

Uso de cinto de segurança no banco de trás também é obrigatório.


Fonte: Programa PARE (MT) / www.estradas.com.br